2006 – Inéditos de Evandro Carneiro em Copacabana (texto de Márcia Erthal em Matéria ao Jornal do Comércio sobre a exposição individual na Galeria Márcia Barrozo do Amaral, 9 de novembro a 2 de dezembro de 2006)

2006 – Exposição Individual na Galeria Marcia Barrozo do Amaral, Rio de Janeiro
2006 – Exposição Individual na Galeria Marcia Barrozo do Amaral, Rio de Janeiro

Há cinco anos Evandro Carneiro não expõe suas obras, por isso resolveu caprichar e produziu 16 esculturas inéditas para a exposição na Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte, em Copacabana. Em cartaz até 2 de dezembro, as esculturas representam torsos femininos, em bronze, em pequeno formato. Tradicional leiloeiro da cidade, o artista raramente expõe seu elogiado trabalho como escultor, que já foi exaltado por críticos de arte do porte de Frederico Morais, Lélia Coelho Frota e do escritor Antonio Callado.

Em 1987, Evandro fez uma mostra na galeria de Marcia Barrozo do Amaral, que trazia alguns torsos em bronze. Desde então, a galerista e marchand alimentava a ideia de fazer uma exposição só com as cabeças produzidas pelo escultor. A ideia só se concretizou agora, 19 anos depois, com as obras feitas especialmente para a exposição, a primeira dedicada exclusivamente a esses torsos.

Para realizar a exposição, Evandro fez um levantamento das obras feitas ao longo de sua carreira. ‘A exposição é uma releitura de cabeças já existentes na minha trajetória. Selecionei esculturas realizadas em diversos momentos da minha obra. Modifiquei, fiz cortes, repaginei, reduzi algumas e ampliei outras’, explica o artista. Ele fala sobre sua escolha pelas cabeças.

O crítico Frederico Moraes lembra que ‘da mesma forma que Rodin afirmava não ser um sonhador, mas um matemático, e que sua escultura era boa porque era geométrica, Evandro, mesmo sendo um intuitivo, poderia dizer o mesmo’. ‘Suas esculturas, independentemente dos temas, cabem rigorosamente dentro de invólucros geométricos: retângulos, triângulos e losangos.”

Matéria Jornal do Comércio, 20 de novembro de 2006, Caderno Cultural, página C-3, Exposições.
Por Márcia Erthal